Tenham todos uma boa noite!
Passando por aqui para compartilhar com vocês que hoje foi a penúltima injeção de quimioterapia da minha filha Rhaquel, vocês não tem noção da mistura de sentimentos que estou sentindo, alegria , medo, certeza, angustia, não sei direito.
Minha filha é uma guerreira! encarou como gente grande todos os procedimentos e com isso só me encorajava também, sempre sorrindo, sempre brincando, quase sempre muito sapeca! posso dizer que o tratamento da minha filha foi tranquilo.
Estamos no último mês de quimio, querendo ou não, com a medicação me sinto mais segura, e agora vão tirar minha grade de proteção, por isso o medo da recaída como vi muitos nesses 2 anos, sofri muito com cada criança que não conseguiram vencer a doença e partiram, como sofri! Lembro-me como se fosse ontem a primeira que perdi, uma menina linda chamada Rúbia, eu e Rhaquel ficamos internadas no mesmo quarto que ela, sua mãe sempre ao lado dela, recordo que uma vez eu a vi chorando, e olha que Sueli era muito forte, ou pelo menos parecia, olhei pra ela e me cortou o coração, perguntei porque chora? ela me responde: Rúbia está com febre. Lembro muito dessa criança por conta de vários fatores, eu sempre dizia Rúbia vamos sair do quarto? vamos pra sala do peixinho brincar, ela mal me respondia, ela era muito calada, era uma criança de poucas palavras, talvez por conta da exaustão do tratamento, seu corpinho estava ficando fraco, 2 meses depois a Rúbia partiu, essa posso dizer que foi a perda mais sofrida pra mim. Depois vinheram muitas outras crianças, um mundo muito triste, cada família com uma história.
Mas mesmo com tantas partidas, houve muito mais vitorias, muitas curas! por que hoje graças a Deus o câncer infantil não é mais uma sentença de morte, hoje mais de 80% das crianças com leucemia são curadas.
Devemos saber que existem muitos tipos de leucemias, umas são mais dificeis de curar do que outras, sem contar que cada criança reage de uma forma, pois temos organismos diferentes, conheço crianças que ficam com 0 de imunidade pós quimioterapia, outras recebem a mesma medicação e continuam com boa imunidade, enfim, os outros 20% da não cura são por conta desses outros fatores, sem contar na demora do diagnóstico que faz toda diferença no tratamento, o primeiro mês é sempre o mais decisivo, a criança logo terá uma boa ou má resposta ao tratamento.
A minha Rhaquel tem muitos colegas do início do tratamento, todos estão na reta final, me recordo muito do Luna, Leticia a Emily, a Amanda, dentre outros vários, como disse, são mais vitórias do que perdas. Esses tenho um carinho especial. Vou colocar fotos deles aqui.
Então é isso ... fico por aqui na certeza e na fé que já deu tudo certo.
Logo trago mais noticias.
Emily e Luna


